Comunicação por pensamento?

Cientistas trabalham para desenvolver tecnologia que permite conversa telepática

As mudanças no mundo da comunicação aconteceram de forma muito rápida e disruptiva - e as inovações que estão chegando prometem ser ainda mais. Uma das mais promissoras é o brain-computer interface (BCI), ou interface cérebro-computador.

É isso mesmo: uma conexão entre seu cérebro e a máquina, possibilitando comandos somente com o pensamento, sem qualquer esforço físico. Muito provavelmente, em um futuro próximo, poderemos conversar com qualquer pessoa em qualquer lugar só usando o pensamento. “Daqui a pouco, a gente não vai precisar falar para fazer uma entrevista como esta (feita em uma chamada de áudio pela internet com a equipe de reportagem no Brasil e o entrevistado em Hong Kong). Poderemos conversar de forma telepática”, exemplifica o pesquisador Diogo Cortiz, professor de Tecnologias da Inteligência e Design Digital da PUC-SP.

Aplicações de BCI podem até parecer um tanto futuristas, mas já estão à venda na internet. Com US$ 299 (algo em torno de R$ 1,2 mil), você compra um dispositivo semelhante a um capacete que possibilita jogar e realizar outras interações com o computador somente pelo pensamento ou com expressões faciais. É um modelo com funções um tanto limitadas – basicamente, você consegue executar os comandos do mouse com a mente –, mas que já dão um “gostinho” do que poderá ser feito nos próximos anos.

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Foto: Emotiv/Divulgação (fonte: G1)

Tecnologia faz uma revolução na medicina

Estudos consolidam inovações que prometem revolucionar a forma com que cuidamos de nossa saúde

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Impressoras 3D já fazem modelos de órgãos para que médicos planejem procedimentos. (Foto: Divulgação/G1)

Quem poderia imaginar, há algumas décadas, que o homem seria capaz de produzir um órgão ou um tecido?

Essa possibilidade se aproxima cada vez mais, com infinitas perspectivas de aplicação na medicina.

Em artigo publicado na revista Nature Medicine, pesquisadores da Universidade San Diego deram ideia de como a tecnologia está próxima de se consolidar. Os cientistas criaram um trecho de medula espinhal com uma impressora 3D.

O estudo foi particularmente importante por ter sido aplicado em um ser vivo. Ratos de laboratório com lesões medulares recuperaram os movimentos com a nova medula, que pode ser customizada para a lesão de cada paciente.

Assim como os pesquisadores americanos, outros estudiosos já fazem modelos de órgãos humanos que servem para o planejamento de procedimentos, mas, no futuro, com o amadurecimento da tecnologia, devem ser utilizados para transplantes.

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